
A ONU elegeu 2008 como o Ano Internacional do Saneamento para acelerar o cumprimento do Objetivo do Desenvolvimento do Milênio (ODM) ligado ao setor.
Cerca de 2,6 bilhões de pessoas, entre elas 980 milhões de crianças, não têm acesso ao saneamento básico. Aproximadamente 1,5 milhão de crianças morre ao ano no mundo em conseqüência da carência de água potável, saneamento ambiental adequado e condições higiênicas saudáveis. Mas o aumento do acesso a esgoto e água potável pode reduzir em um terço as mortes por diarréia em crianças no mundo.
O Brasil que, como os outros países da ONU, assumiu o compromisso com os Objetivos do Milênio em 2000, registrou um quarto de população sem acesso ao saneamento em 2004. A proporção de pessoas que desfrutam do recurso aumentou de 71%, em 1990, para 75%, em 2004.
Universalizar o saneamento tem efeitos em todos os Objetivos do Milênio, em particular os que envolvem meio ambiente, educação, igualdade de gênero, redução da pobreza e da mortalidade infantil. Um estudo recente da OMS aponta que cada dólar gasto em melhoria das condições sanitárias no mundo gera um benefício econômico de US$ 7.
Encorajados pela ONU, que estimula o setor empresarial, as universidades, a sociedade civil e os governos em suas diferentes esferas a aproveitarem o momento para aumentar a conscientização para a importância do saneamento, a BESC - Brasil Eventos Sociais, Científicos e Culturais, vai realizar o CAIS - Celebração do Ano Internacional do Saneamento, no dia 5 de novembro, no Renaissance Hotel, na cidade de São Paulo.